Infelizmente não é sempre que saímos com resultados vitoriosos da quadra, principalmente quando nos submetemos a competições com altos níveis de rendimento. Isso é fato no esporte atual.
É fato também que na nossa área (da Educação Física) há cada vez mais a “prostituição” do profisisonal.
Para quem acompanhou os últimos Jogos Regionais e tem os acompanhado há algum tempo, nota-se que equipes novas “despontam” da noite para o dia. Municípios que nunca haviam realizado trabalho no handebol, especificamente, aparecem com equipes muito competitivas…
Resultados do trabalho árduo e diário do ”profissional de Educação Física”? Claro que não! Nada além do que o “milagre” das contratações. Ou como andam dizendo por aí: das “equipes e atletas fantasmas”.
Onde está a ética quando o técnico conhece a sua “equipe” no momento da competição e, quando ganha alguma coisa, diz “minha equipe é forte”… Quem é a equipe desse ”técnico”???
Infelizmente no HANDEBOL, a cada ano aumenta o número de equipes e jogadores contratados de outras regiões e até mesmo Estados, para disputar um campeonato que tem como objetivo mostrar o trabalho que está sendo desenvolvido dentro do município. A cada dia mais a “compra de medalhas” é mais bem vista quando comparada com o trabalho genuíno de um professor.
Piores são aqueles “professores” (e não precisamos ir muito longe) que possuem equipes competitivas e, na hora de disputar os Jogos Regionais, preferem dar preferências a jogadores que sequer sabem onde fica a cidade pela qual irão disputar os Jogos. É UMA VERGONHA e uma grande mentira chamar esses indivíduos de “professores”.
Professores que trabalham sério, que FORMAM jogadores, que correm atrás dos ideais de seus jogadores, por vezes ficam escondidos (ou ofuscados) por esses “brilhantes técnicos” que dão ordens para suas “equipes”, fazendo parte do famoso PACTO DE MEDIOCRIDADE: “Eu finjo que sou técnico e vocês fingem que me escutam”.
Por esses “exemplos” na nossa área, que nos tornamos cada vez mais desvalorizados. Por esses “brilhantes técnicos” muita gente competente na nossa área continua desempregada e aqueles que estão empregados muitas vezes não possuem a remuneração que merecem.
Vamos, principalmente nós da Educação Física, dar valor aos técnicos e professores que realmente TRABALHAM, que tentam ao menos formar cidadãos, e não dar a atenção que os “técnicos de faz-de-conta” estão tendo.

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